Publicado por Redação em Notícias Gerais - 26/12/2014 às 11:20:04

Tecnologia transforma flatulência de vacas em sacolas plásticas




Em seu complexo processo digestivo, as vacas expulsam entre 100 e 200 litros de metano por dia. "É biomagia", diz sorrindo Oliver Campbell, diretor do departamento de embalagens da empresa de tecnologia Dell, enquanto segura em uma das mãos uma sacola plástica comum... ou quase.

A sacolinha em questão é feita, literalmente, do ar que respiramos.

À primeira vista, as sacolas de metano são iguais às que conhecemos. A diferença é que os modelos comuns são feitos de petróleo, enquanto a engenhoca nas mãos de Campbell vem do AirCarbon, o carbono extraído do metano expulso pelas vacas, ou que se desprende de lixões.

O procedimento não apenas evita o uso de combustíveis fósseis, como também contribui com a diminiuição de gases tóxicos no meio ambiente. A versão proveniente do metano é produzida por uma empresa californiana chamada Newlight.

"(O metano) reage com um biocatalizador e cria uma reação que separa o carbono e o oxigênio no gás. Então passa por um período de fermentação, de onde surge este material plástico", exlpica Campbell à BBC.

"A partir daí, podemos criar vários tipos de plástico". Ele ressalta que este processo é mais barato do que o uso do petróleo.

Fungos

Outro material não-biodegradável e raramente reciclável que a empresa se propôs a substituir foi o polietileno, usado em embalagens maleáveis e esponjas.

O material proposto é quase o oposto: embalagens cultivadas a partir de esporas de fungos, que produzem grandes blocos brancos com textura esponjosa.

Para criar este material, a empresa recolhe o substrato de antigas fazendas de cogumelos para moldar as esponjas. "Colocamos esta estrutura no molde e injetamos matrizes de fungos. As matrizes usam os carboidratos e açúcares ainda presentes no substrato para crescer", explica Campbell.

O material criado a partir dos fungos é biodegradável, mais flexível e duradouro que o polietileno.

"Testamos toda a cadeia de fornecimento para verificar se o produto se mantinha em boas condições. Isso é fundamental já que, no caso de danos, esta solução seria pior em termos de sustentabilidade."

Os cientistas se mostram otimistas. "Realmente nos surpreendemos quando analisamos a estrutura celular com o microscópio. O que se vê é uma estrutura de raízes com pequenos tentáculos que se entrelaçam. É como uma cinta de velcro, melhor que o material original", diz Campell.

Fonte: noticias.uol.com.br


Posts relacionados

Notícias Gerais, por Redação

INSS paga benefícios para cartões de final 1 e 6 nesta quarta-feira

Os aposentados e pensionistas segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que recebem acima do piso previdenciário de um salário mínimo terão seus benefícios de dezembro depositados a partir de quarta-feira, de acordo com informações da assessoria de imprensa do INSS.

Notícias Gerais, por Redação

Fazenda vê dificuldade em detalhamento de tributos

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta quarta-feira que vê "dificuldades operacionais" em botar em prática o projeto de lei aprovado ontem pela Câmara que determina que os impostos que incidem diretamente sobre os preços dos produtos sejam discriminados nas notas fiscais.

Notícias Gerais, por Redação

Susep cria serviço que dá acesso à informação

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) instituiu o Serviço de Informações ao Cidadão (SIC Susep), par ajustar-se à instrução que regula o acesso à informação, estabelecido pela Lei nº 12.527/11.

Notícias Gerais, por Redação

RS receberá mais 200 mil doses da vacina contra gripe A

A Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul confirmou nesta quarta-feira que o Estado vai receber 200 mil novas vacinas contra a gripe A (H1N1) do governo federal.

Deixe seu Comentário:

=