Publicado por Redação em Notícias Gerais - 23/08/2013 às 15:54:43

Rombo nas contas externas do Brasil sobe e se aproxima do deficit total de 2012

O Brasil registrou novo rombo recorde na troca de bens, rendas e serviços com o exterior, a chamada conta corrente.

No mês passado, esse saldo ficou negativo em US$ 9 bilhões, o maior para meses de julho e uma alta de 140% ante o déficit registrado um ano antes (US$ 3,7 bilhões).

O déficit acumulado nos sete primeiros meses do ano (US$ 52,5 bilhões) também é recorde para o período e se aproxima de todo o rombo registrado em 2012 (US$ 54,2 bilhões). Nos primeiros sete meses do ano passado, o saldo negativo era bem inferior, de US$ 29 bilhões.

Segundo o chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Tulio Maciel, essa piora decorre, principalmente, do resultado negativo da balança comercial, tanto em julho como no acumulado do ano. Em 2012, o saldo era positivo.

Além das trocas comerciais, as transações correntes incluem também receitas e despesas com serviços, como viagens e aluguéis de equipamentos, mais as transferências de renda, como remessa de lucros e pagamento de juros.

INSTABILIDADE INTERNACIONAL

O aumento do déficit nessa conta eleva a dependência do Brasil por financiamento estrangeiro num momento de instabilidade no mercado internacional.

Um fator preocupante é que o aumento desse saldo negativo não está sendo acompanhado por uma expansão da entrada de investimento produtivo, que é considerado a melhor forma de cobrir o déficit na conta corrente, pois é um capital menos volátil que o financeiro.

O chamado IED (Investimento Estrangeiro Direto) somou US$ 5,2 bilhões em julho e US$ 35,2 bilhões nos primeiros sete meses de 2013. Ambos valores ficaram abaixo do registrado em 2012 (US$ 8,4 bilhões e US$ 38,2 bilhões).

Considerando também o fluxo financeiro, o saldo na conta capital ficou positivo em US$ 9,4 bilhões em julho e US$ 59,6 bilhões no acumulado do ano.

Apesar do BC sempre ter destacado que o investimento produtivo é a forma mais saudável de financiar o rombo na conta corrente, Maciel disse que o quadro atual não preocupa porque esses recursos ainda cobrem a maior parte do déficit. "É um padrão normal não financiar integralmente por IED. Essas outras fontes [financeiras] sempre fizeram parte do financiamento da conta corrente", disse.

Para o chefe do departamento do BC, o rombo tende a diminuir, caso o dólar permaneça em patamares mais elevados. O real desvalorizado desestimula viagens ao exterior e remessas de lucros de multinacionais. Além disso, isso encarece as importações ao mesmo e que torna nossas exportações mais competitivas.

"A persistir uma alta do dólar, é possível que algumas contas até o final do ano podem estar sensibilizadas", afirmou.

VIAGENS

Apesar do dólar mais caro, o gastos dos brasileiros no exterior não param de crescer. No mês passado, os turistas deixaram lá fora US$ 2,2 bilhões, uma alta de 10% ante julho de 2012.

Em 2013, até julho, os gastos com viagens ao exterior somam US$ 14,5 bilhões, valor recorde que representa 14% de aumento em relação ao mesmo período do ano passado.

Fonte: FolhaSP


Posts relacionados

Notícias Gerais, por Redação

Salário mínimo previsto para 2013 é aumentado em R$ 4,para R$ 674,95

O valor do salário mínimo previsto para entrar em vigor a partir de janeiro de 2013 será R$ 674,95, um ganho de R$ 4 em relação à expectativa anunciada anteriormente de R$ 670,95.

Notícias Gerais, por Redação

Geração de empregos formais no País tem pior junho desde 2009

A economia brasileira criou 120.444 postos de trabalho com carteira assinada em junho, informou nesta segunda-feira o Ministério do Trabalho. É o pior resultado para meses de junho desde 2009.

Notícias Gerais, por Redação

Descanso e trabalho: o que diz a lei sobre férias, folgas ou feriados?

Há momentos na vida profissional que o trabalhador anseia por um momento de descanso. Entretanto, são poucas as pessoas que sabem o que diz a Lei sobre estes períodos.

Notícias Gerais, por Redação

Mantega: dólar a R$ 1,76 melhora economia, mas ainda não é nível ideal

O ministro da Fazenda, Guido Mantega afirmou nesta quarta-feira (7) que o dólar no patamar de R$ 1,76 melhora a situação da economia brasileira, mas ainda não é o ideal.

Notícias Gerais, por Redação

Brasileiros batem recorde de viagens e compras nos EUA e Europa

Joias, iPads, produtos de beleza, roupa, carrinhos de bebê ou casas: impulsionados pela força de sua economia e do real, os brasileiros fazem jus à fama de consumistas e viajam e compram como nunca, com os Estados Unidos e a França entre os destinos favoritos.

Deixe seu Comentário:

=