Publicado por Redação em Notícias Gerais - 06/12/2011 às 10:51:20

PIB do Brasil fica estável, mas continua melhor do que países ricos

Mesmo com a estabilidade do PIB (Produto Interno Bruto) do terceiro trimestre, na relação com o trimestre imediatamente anterior, o Brasil continua em posição favorável em relação às maiores economias do mundo. A economia brasileira cresceu 2,1% na comparação do terceiro trimestre deste ano com o mesmo período de 2010.

De acordo com dados divulgados nesta terça-feira (6) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a economia brasileira ficou estável no terceiro trimestre deste ano, ante crescimento de 0,7% no segundo trimestre (dado revisado). De julho a setembro, o PIB cresceu, porém, 2,1% em relação ao mesmo período de 2010.

Com o resultado, a economia do país acumula alta de 3,2% nos três primeiros trimestres do ano e 3,7% nos últimos 12 meses (quatro trimestres).

A estabilidade deste período já era esperada por parte dos analistas, enquanto muitos acreditavam que o resultado seria negativo devido a influência da desaceleração da economia mundial, com quedas nos crescimentos de países ricos, como França, Espanha e Itália, e nos últimos meses, a desaceleração da China (que recuou de 9,5% no segundo trimestre deste ano para 9,1% no terceiro).

Os destaques positivos são os esboços de recuperação dos Estados Unidos e Japão, cuja economia registrou alta de 0,6% no terceiro trimestre, ante o segundo, e alta de 1,6% na comparação com o mesmo período de 2010. No Japão, o PIB subiu 1,5% no terceiro trimestre, ante o segundo, mas ainda acumula perda, de 0,2%, na relação com o terceiro trimestre de 2010. Mas as duas economias vêm dando mostras de aquecimento. Destaque para a redução da taxa de desemprego dos EUA, que caiu para 8,6% em novembro, ante 9% em outubro, oferecendo um sinal de esperança para a economia.

A derrocada da economia da zona do euro preocupa e aumenta a especulação sobre a necessidade do fim da moeda única. Com destaque negativo para Itália, Portugal, Grécia e Espanha, que acumulam desempenhos negativos, mesmo após inúmeras medidas de austeridade e planos ficais para redução do deficit público. A exceção no bloco fica por conta da Alemanha, que viu sua economia crescer 0,5% no terceiro trimestre e vive um momento bom sem grandes preocupações com as taxas de desemprego.

INDÚSTRIA

A recente queda na produção industrial brasileira reforça os sinais de que a crise internacional fez a economia brasileira perder dinamismo neste fim de ano. A indústria começou a perder fôlego em agosto, como reflexo da crise na Europa e nos EUA, que prejudica as exportações brasileiras, e das medidas tomadas pelo governo no início do ano para conter a inflação.

Segundo o IBGE, a produção industrial caiu 0,6% em outubro. Foi a maior retração registrada no mês de outubro desde 2009, quando o país sofreu uma recessão por causa da crise global.

A produção da indústria atingiu um pico em março deste ano, está em queda desde agosto e hoje se encontra num nível 4,7% abaixo daquele patamar. Dos 27 setores pesquisados pelo IBGE, 20 registraram queda.

Fonte:http://www1.folha.uol.com.br|06.12.11


Posts relacionados

Notícias Gerais, por Redação

Déficit comercial soma US$ 100 mi na 1ª semana do ano

A balança comercial brasileira registrou déficit de US$ 100 milhões na primeira semana de 2013. Considerando o período entre 1º e 6 de janeiro, com três dias úteis, houve registro de US$ 2,250 bilhões em exportações e de US$ 2,350 bilhões em importações.

Notícias Gerais, por Redação

Inadimplência com cheques cresce 3,93% em julho

O nível de inadimplência dos brasileiros com cheques continua subindo. Do valor total dos cheques transacionados em julho deste ano, 2,91% ficaram inadimplentes, enquanto em junho o índice foi de 2,80%. Na comparação dos dois períodos, a alta foi de 3,93%.

Notícias Gerais, por Redação

Corte dos juros: publicidade focada nas taxas mínimas confunde consumidor

A Proteste - Associação de Consumidores alerta os consumidores que as taxas mínimas de juros anunciadas pelos principais bancos privados do País não serão oferecidas para todos, irrestritamente.

Deixe seu Comentário:

=