Publicado por Redação em Saúde Empresarial - 28/11/2014 às 11:11:47

Número de casos de dengue em SP aumenta 840% no inverno

Apesar do período atípico, o número de casos de dengue no inverno deste ano foi 840% maior do que o registrado na mesma época no ano passado na cidade de São Paulo.

De acordo com dados da Secretaria Municipal da Saúde, foram relatados 705 casos entre as semanas epidemiológicas 26 e 38, que compreendem a estação.

Em 2013, o número foi de 75 casos. Até o dia 1º deste mês, a cidade teve 27.721 casos autóctones, contraídos na cidade, dez vezes mais do que em todo o ano passado, que teve 2.617 casos.

Infectologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Artur Timerman observa que o aumento dos casos fora da época de pico, que ocorre durante o verão, tem relação com o fato de o inverno ter sido mais quente neste ano.

"Tivemos um inverno muito quente, com pouca chuva, mas, apesar disso, quando chove em São Paulo, como as condições de saneamento básico e coleta de lixo são precárias, são criadas condições [para o mosquito] mesmo no inverno", explica o infectologista.

Segundo Timerman, as larvas do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, são resistentes. "As larvas podem sobreviver por até um ano e meio em condições desfavoráveis. Quando há calor e chuva, elas eclodem."

O infectologista diz ainda que a população não tem imunidade para todos os quatro tipos da doença. "Quando uma pessoa é infectada, tem imunidade a todos os sorotipos só por um ano e ao tipo que ela teve para o resto da vida."

Clínico-geral e infectologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Paulo Olzon diz que os hábitos da população também estão relacionados ao aumento de casos.

"O mosquito precisa de água e de temperatura mais quente para sobreviver. Se estiver muito frio, diminui a proliferação. Aquelas condutas de não deixar prato com água não têm tanto rigor no inverno. As pessoas relaxam um pouco, porque vinculam a dengue com a chuva."
Alta temperatura

Na terça-feira, o secretário municipal da Saúde, José de Filippi Junior, também atribuiu o número expressivo de casos às altas temperaturas no inverno. "Nós temos de fazer uma associação à temperatura e à ocorrência de umidade e menos chuva. Neste ano, tivemos um verão altamente quente e um inverno também mais quente."

Entre 21 de setembro e 13 de novembro, foram registrados 36 casos na capital. Em todo o Estado, foram relatados 186.389 autóctones. O levantamento considera o período de janeiro a outubro, segundo a Secretaria Estadual da Saúde. No litoral, o município de Mongaguá está em fase de alerta para a transmissão da doença e terá um mutirão contra a dengue na Segunda-feira.

Fonte: jornal O Estado de S. Paulo.


Posts relacionados

Saúde Empresarial, por Redação

Plano de saúde que negar cobertura deve se explicar por escrito

Regra que obriga apresentação de justificativa entra em vigor nesta terça. Pedido de explicação deverá ser feito pelo beneficiário.

Saúde Empresarial, por Redação

Pressão alta, diabetes e obesidade podem ser sinais de alerta para doença renal

Pessoas com pressão alta, diabetes e obesidade fazem parte dos chamados grupos de risco para problemas renais. Casos da doença na família, idade superior a 50 anos e uso de remédio sem orientação médica também ampliam as chances de o problema ser diagnosticado.

Saúde Empresarial, por Redação

Brasil e EUA firmam parceria para desenvolver vacina que previne a dengue

  A dengue ainda é uma doença que não conta com remédio específico para tratá-la tampouco vacina para preveni-la. Diante desse cenário, 35 especialistas do mundo estão reunidos hoje (15), em São Paulo, a fim de discutir estratégias para o desenvolvimento de uma vacina que combata a doença.

Saúde Empresarial, por Redação

Quase 8 milhões de diabéticos e hipertensos receberam remédios gratuitos

Ao fazer o balanço do primeiro ano do programa Saúde Não Tem Preço, a presidenta Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira (13) que 7,8 milhões de diabéticos e hipertensos receberam medicação gratuita no país.

Saúde Empresarial, por Redação

Teste de creatinina ajuda no diagnóstico precoce da Doença Renal Crônica

O teste de creatinina é um exame de sangue simples, de baixo custo e que faz parte dos procedimentos cobertos pelo SUS, mas que pode ajudar no diagnóstico precoce da doença renal crônica (DRC).

Deixe seu Comentário:

=