Publicado por Redação em Notícias Gerais - 08/01/2014 às 12:10:39

Nível de plutônio radioativo na atmosfera é maior do que se pensava

Os níveis de plutônio radioativo na estratosfera terrestre, proveniente de testes e acidentes nucleares são mais elevados do que se pensava anteriormente, embora provavelmente não representem um perigo para os seres humanos, alertaram cientistas na Suíça nesta terça-feira (7).

Anteriormente, pensava-se que os radionuclídeos de plutônio - átomos radioativos que podem levar décadas ou milhares de anos para se degradar - estivessem presentes na estratosfera - camada da atmosfera situada entre, aproximadamente, 12km e 50 km de altitude - apenas em níveis desprezíveis.

Também se acreditava que os níveis destes poluentes fossem mais elevados na troposfera, a camada da atmosfera mais próxima da superfície, do que na estratosfera.

Para os autores do estudo, que não encontraram probabilidade de danos à saúde, as duas ideias estão equivocadas.

Os níveis radioativos na estratosfera são "mais de três ordens de magnitude maiores do que se pensava anteriormente", declarou à AFP o co-autor do estudo, José Corcho, do Departamento Federal de Proteção Civil da Suíça.

Os estudiosos também descobriram que as erupções vulcânicas podem mudar estes poluentes da estratosfera para a troposfera, mais perto da Terra.

Mas Corcho disse que não existem evidências de perigo.

"Os níveis de plutônio e (césio) atualmente encontrados na estratosfera são baixos e comparáveis aos níveis medidos no ar no nível do solo (troposfera) no final dos anos 1960 e nos anos 1970", explicou por e-mail.

"Embora não seja especialista em saúde, eu diria que os níveis atuais de plutônio encontrados na estratosfera não representam um risco para a população", acrescentou.

O estudo, publicado na revista Nature Communication, destacou que as partículas radioativas encontradas na estratosfera se originaram sobretudo de testes feitos na superfície do solo com armas nucleares nos anos 1950 e início dos 1960.

Outras fontes foram a destruição de um satélite americano de navegação em 1964, que espalhou seu combustível de plutônio na atmosfera, e acidentes com usinas nucleares como os de Chernobyl, em 1986, na Ucrânia, e de Fukushima, em 2011, no Japão.

A equipe de cientistas usou amostras de aerosol captadas por aviões militares suíços desde os anos 1970, como parte do programa de vigilância ambiental do país.

Fonte: www.uol.com.br


Posts relacionados

Notícias Gerais, por Redação

Confiança da indústria avança 0,9% em setembro--FGV

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) avançou 0,9 por cento em setembro em relação ao que foi registrado no fim do mês anterior, ao passar de 104,1 pontos para 105,0, atingindo o maior nível desde julho de 2011, informou a Fundação Getúlio Vargas, nesta quarta-feira

Notícias Gerais, por Redação

Renda fixa: onde investir no segundo semestre?

O cenário econômico brasileiro passou por mudanças importantes no primeiro semestre deste ano e a redução da Selic (taxa básica de juros) para o seu menor nível histórico (8,5% ao ano) pode ser considerado o fato mais marcante deste período

Notícias Gerais, por Redação

Para Dilma, bancos brasileiros são mais regulados que de outros países

A presidente Dilma Rousseff afirmou na coluna semanal "Conversa com a Presidenta", publicada em diversos jornais nesta terça-feira (24), que o governo tem trabalhado para aprimorar as normas de proteção ao consumidor dos serviços financeiros.

Notícias Gerais, por Redação

Site ajuda homens com câncer de mama a enfrentar estigma

Um site britânico está tentando ajudar homens com câncer de mama a enfrentar estigma e isolamento.

Deixe seu Comentário:

=