Publicado por Redação em Notícias Gerais - 11/12/2013 às 10:48:02

Em ano eleitoral, consumidor pagará mais pela energia

Em pleno ano eleitoral, as tarifas de energia elétrica vão ficar mais caras ao consumidor. O rombo que a queda forçada nos preços de energia, em 2012, provocou no caixa das empresas do setor começará a ser coberto pelas contas de luz em 2014.

O impacto é certo, mas o seu tamanho e o momento exato em que ele ocorrerá dependerão das chuvas no próximo ano e da região onde o está o consumidor.

Ao vivo: acompanhe os destaques do mercado e as análises de especialistas

O reflexo será determinado também pelo resultado do leilão de energia já existente (A-1), marcado para terça-feira. Nele, as distribuidoras precisam contratar 6.000 MW médios, o equivalente a 15% do mercado regulado. Há dúvidas sobre se haverá oferta suficiente para atender completamente à demanda.

Para atrair o interesse das geradoras, o governo impôs um preço-teto mais alto do que o praticado em outras tentativas de leilões de energia existente promovidas neste ano e que não tiveram oferta por parte das geradoras.

Para o leilão da próxima semana, o preço-teto para contratos de um ano é de R$ 192 por MWh, ante cerca de R$ 120 por MWh dos contratos vigentes, em média.

Assim, mesmo que o leilão seja um sucesso, o preço da energia para uma parcela significativa do mercado -o volume a ser contratado equivale a até 40% do abastecimento das residências do país- será mais alto em 2014.

Já na hipótese de o leilão ser parcialmente bem-sucedido ou fracassado, a conta de luz ficaria ainda mais cara. Quanto ela encareceria é difícil prever, pois o volume que precisa ser contratado varia entre as distribuidoras.

A Eletropaulo, por exemplo, precisa comprar cerca de 3,5% da carga que tem que entregar em 2014. Já a Copel, cerca de 30%, segundo estimativas do mercado. Dependendo da data de reajuste da distribuidora, o impacto pode ser sentido só em 2015.


RISCOS

Caso as distribuidoras não consigam contratar tudo o que precisam, elas terão de comprar energia no mercado de curto prazo a preços desconhecidos, elevando o risco de alta nas tarifas.
Nesse mercado, o preço varia de acordo com a demanda, o volume de chuvas, o nível dos reservatórios das hidrelétricas e o número de térmicas ligadas.

Hoje, o MWh nesse mercado está perto de R$ 300. O valor bem mais alto do que o praticado no leilão pode reduzir o apetite das companhias pelo certame, que conta ainda com um considerável risco político.

Por terem se recusado a renovar suas concessões, a estatal paulista Cesp e a mineira Cemig têm cerca de 2.000 MW médios disponíveis, segundo João Carlos Mello, presidente da Thymos Energia.

Esse volume equivale a um terço do que precisa ser contratado na terça e, portanto, têm um peso importante no resultado do leilão. Comandadas por governos tucanos, as empresas fazem mistério sobre a sua participação.


META FRUSTRADA

As incertezas que pairam sobre o setor de energia elétrica têm origem na medida provisória 579, de 2012, que tinha o objetivo de reduzir as tarifas em 20%, em média.

Mas alguns imprevistos minaram a promessa do governo. Além de algumas empresas não terem aceitado renovar suas concessões, a falta de chuvas levou ao acionamento das térmicas.

"A redução de 20% prometida pelo governo virou 14% no final deste ano", diz Ricardo Savoia, diretor da Thymos. Nos próximos anos, esse percentual deve cair ainda mais.

Fonte: www.uol.com.br


Posts relacionados

Notícias Gerais, por Redação

Chefe pode demitir funcionária que ameace o casamento

Patrão americano alegou que auxiliar era 'irresistível' e que ele temia perder o controle e vir a ter um caso

Notícias Gerais, por Redação

Pesquisa: 69% dos brasileiros não guardam dinheiro

Dados divulgados nesta terça-feira pela pesquisa "Retratos da sociedade brasileira: inclusão financeira", produzida em parceria entre a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Ibope mostram que apenas 31% da população brasileira faz reserva de dinheiro.

Notícias Gerais, por Redação

Número de usuários ativos na internet cresce 14% em um ano

O número de usuários ativos da internet brasileira, tanto no trabalho quanto em residências, cresceu 14% em abril deste ano, na comparação com o mesmo mês de 2011, atingindo 48,9 milhões.

Notícias Gerais, por Redação

Receita Federal prevê alta de 5% na arrecadação em 2012

Mesmo depois de bater recorde de arrecadação em janeiro, a Receita Federal fez uma estimativa cautelosa sobre o crescimento de impostos e tributos coletados em 2012, com aumento real esperado de 4,5% a 5%.

Notícias Gerais, por Redação

Bovespa tem forte queda por Grécia; ações da Petrobras desabam

As apreensões com a situação da Grécia pesam sobre os mercados financeiros no fechamento desta semana. A novela vivida pelo país tem novo capítulo, em meio ao adiamento da decisão de órgãos internacionais relativa à concessão de recursos adicionais para se evitar um calote grego.

Notícias Gerais, por Redação

Fundos de investimento têm melhor janeiro desde 2002

A indústria de fundos teve captação líquida de R$ 17,1 bilhões em janeiro, com destaque para os investimentos em renda fixa. Foi o melhor desempenho desde março de 2011 e também o segundo melhor janeiro da série histórica da Associação Brasileira

Notícias Gerais, por Redação

Restrições fiscais podem agravar crise econômica, diz Unctad

O corte de gastos adotado por governantes de vários países para diminuir os impactos da crise econômica internacional podem não ter o efeito desejado e piorar a situação, especialmente onde não se pode contar com o crédito financeiro privado

Deixe seu Comentário:

=