Publicado por Redação em Notícias Gerais - 18/06/2014 às 10:19:56

Dilma anuncia pacote de bondades a empresários com foco na exportação

Atendendo aos pleitos dos empresários, o governo Dilma vai anunciar nesta quarta-feira (18), em reunião com empresários, a volta do mecanismo de estímulo aos exportadores, o chamado Reintegra, que devolve na forma de créditos tributários um percentual das exportações de produtos manufaturados.

Estará na pauta da reunião de Dilma com empresários mudanças no novo Refis, aprovado no Congresso, com criação de novas faixas da parcela à vista que as empresas devem pagar para ter direito a refinanciar débitos.

A decisão da presidente de chamar o empresariado para anunciar novas medidas foi revelada pela Folha nesta terça-feira (17).

A reunião foi confirmada pelo ministro Guido Mantega (Fazenda) e faz parte da ofensiva da presidente, em ano eleitoral, para se reaproximar do empresariado, que tem críticas a seu governo e anda namorando os candidatos da oposição, Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB).

No "pacote de bondades", o novo Reintegra será criado para valer em 2015, com alíquota de 0 a 3% sobre o faturamento com exportações de produtos manufaturados.

O valor do percentual do mecanismo será definido conforme o espaço fiscal do governo e o cenário da economia, sendo acionado sempre que o dólar tirar competitividade dos exportadores.

O Reintegra havia sido extinto no ano passado, quando vigorava com alíquota de 3%, o que causava uma perda fiscal de R$ 3 bilhões por ano aos cofres públicos.


 NOVO REFIS

No caso do Refis, a medida aprovada recentemente define que para dívidas até R$ 1 milhão empresários precisam pagar de entrada 10% do valor a ser refinanciado. Acima desse patamar, o pagamento à vista tem de ser de 20%.

Os empresários pediram novas faixas, entre R$ 1 milhão e R$ 10 milhões, com percentuais diferenciados de pagamento à vista.

A equipe de Dilma definiu ainda que vai manter o PSI (Programa de Sustentação de Investimento), que concede financiamentos a juros baixos ao empresariado por meio do BNDES. As taxas de juros dos empréstimos, contudo, devem ser elevadas.

Será criada ainda, a pedido dos empresários, uma comissão tripartite (governo, trabalhadores e empresários) para rediscutir normas de segurança no trabalho que afetam a indústria, como exigências consideradas exageradas na operação de máquinas.

A reunião desta quarta é um "retorno" da presidente para as demandas que recebeu dos empresários em encontro realizado em maio.

A queda na confiança dos empresários é um dos fatores que dificultam um crescimento mais rápido da economia.

Fonte: www.uol.com.br - Folha de São Paulo


Posts relacionados

Notícias Gerais, por Redação

Economistas reduzem expectativa do PIB pela 6ª semana consecutiva

Economistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) reduziram novamente a previsão de crescimento da economia brasileira para este ano.

Notícias Gerais, por Redação

Mantega desafia bancos privados a concorrerem na redução de juros

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse agora a pouco em São Paulo que, se as instituições financeiras do setor privado não adotarem "uma ação ousada" para oferecer mais crédito a juros cada vez menores, "vão comer poeira dos bancos públicos".

Notícias Gerais, por Redação

Governo anunciará novas medidas para investimento, diz Mantega

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta segunda-feira que o governo vai anunciar nas próximas semanas novas medidas de estímulo ao investimento.

Notícias Gerais, por Redação

Banco Central aposta em inflação menor nos próximos 3 meses

A inflação brasileira está em "processo de convergência" e será mais baixa nos próximos meses, afirmou nesta quinta-feira o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini.

Notícias Gerais, por Redação

Desemprego em São Paulo é o menor em 20 anos, diz Dieese

A taxa média de desemprego ao longo do ano na região metropolitana de São Paulo passou de 11,9% em 2010 para 10,5% no ano passado, atingindo o menor valor desde 1991, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira pelo Dieese em parceria com a Fundação Seade.

Notícias Gerais, por Redação

Índice que reajusta aluguel sobe 0,65% no mês e 7,46% em 12 meses

O índice de preços mensurado pelo IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), usado como referência na maioria dos contratos de aluguel, avançou 0,65% no mês de setembro, ante alta de 0,44% em agosto.

Deixe seu Comentário:

=