Publicado por Redação em Notícias Gerais - 12/12/2014 às 11:28:18

Banco Central não está sozinho no combate à inflação


Depois de promessas feitas pelo ministro da Fazenda indicado, Joaquim Levy, o Banco Central colocou suas fichas na futura equipe econômica e na expectativa de que não terá mais de trabalhar sozinho contra a inflação. Na ata da última reunião de 2014 do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada ontem, a instituição disse que se Levy entregar o combinado, economizar o equivalente a 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) e reduzir subsídios, a política fiscal pode deixar de ser combustível para o custo de vida. Ou seja, pela primeira vez, o BC diz que a política de gastos públicos pode ser favorável ao combate à inflação.
 
Diante da expectativa de ajuda, a instituição sinalizou que a alta de juros será usada com "parcimônia" e que mesmo prevendo um 2015 difícil, com preços em alta, a estratégia combinada entre Fazenda eBanco Central deve surtir efeito. Na semana passada, o BC decidiu apertar a política de combate à inflação mesmo com a economia brasileira praticamente parada. Por unanimidade, o Copom acelerou a alta da taxa de juros. Aumentou a Selic em 0,5 ponto percentual: o dobro da elevação feita na reunião de outubro. Com isso, os juros subiram de 11,25% ao ano para 11,75% ao ano, o maior patamar desde agosto de 2011.
 
De acordo com a ata divulgada ontem, o entendimento é de que ainda no próximo ano o IPCA entre "em longo período de declínio" e apenas em 2016 alcance o centro da meta, definida em 4,5%. O presidente do BC, Alexandre Tombini, disse em audiência no Congresso, na terça-feira, que a inflação próxima de 4,5% pode, inclusive, ter caráter permanente.
 
Com a inclusão desse cenário na ata, no entanto, o BC reforça a necessidade dessas medidas para corrigir desequilíbrios econômicos. Essa também não é a primeira vez que a autoridade monetária, na gestão de Tombini, projeta que a inflação deve ceder e alcançar o centro da meta - previsão que nunca se concretizou. A última vez que o IPCA esteve em 4,5% ou menos foi em dezembro de 2009, quando atingiu 4,31%. No primeiro mandato de Dilma Rousseff, o custo de vida acumulado em 12 meses rompeu o teto da meta em 10 dos 47 meses calculados pelo IBGE até agora.
 
Ainda na ata, o BC acabou indiretamente antecipando que o governo tomará medidas para a redução do custo dos subsídios das operações de empréstimos do Tesouro Nacional aos bancos públicos, principalmente ao BNDES, reforçando o discurso do futuro ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

Fonte: www.aserc.org.br


Posts relacionados

Notícias Gerais, por Redação

Contra concorrência, Bovespa corta taxas de negociação

A BM&FBovespa deu um importante passo nesta terça-feira para proteger seu mercado, cortando taxas de negociação no mercado de ações a vista e prometendo rever preços de custódia para pessoa física, num momento em concorrentes estrangeiros se preparam para entrar no setor de bolsa de valores.

Notícias Gerais, por Redação

Para Economist, Dilma aos poucos toma caminho próprio e deixa marca

A presidente Dilma Rousseff se distancia de seu antecessor, imprime estilo próprio ao governo e pode estar preparando uma agenda ambiciosa, afirma a tradicional revista "The Economist", em edição que chegou às bancas na noite de quinta-feira (16).

Notícias Gerais, por Redação

Brasil reconhece legitimidade do governo rebelde da Líbia

O Brasil votou a favor da representação dos rebeldes líbios nas Nações Unidas. Nesta sexta-feira, a Assembleia Geral da ONU aprovou a entrega do assento da Líbia ao órgão político dos rebeldes, o CNT (Conselho Nacional de Transição).

Deixe seu Comentário:

=