Publicado por Redação em Notícias Gerais - 09/08/2013 às 10:39:25
Apesar de melhor desempenho do setor, emprego na indústria fica estável em junho
Apesar do avanço da produção da indústria acima do esperado em junho, o emprego no setor não conseguiu aproveitar o impulso e ficou estável no mês na comparação com maio, informou nesta sexta-feira (9) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
A comparação é livre de influências sazonais (típicas de cada período). No mês anterior, tinha apresentado queda de 0,4% ante abril.
Com a piora do mercado de trabalho e a produção do setor ainda em ritmo de recuperação, o emprego da indústria tem oscilado entre variações negativas e estabilidade nos últimos meses.
Na comparação com junho de 2012, o emprego industrial registrou queda de 0,4%. Trata-se do 21º resultado negativo consecutivo nesse tipo de comparação.
No índice acumulado dos últimos seis meses, o total do pessoal ocupado na indústria caiu 0,7%, ritmo levemente abaixo do registrado nos primeiros cinco meses do ano ano (-0,8%).
Já a taxa acumulada nos últimos 12 meses, ao recuar 1,1% em junho de 2013, apresentou quedas menos intensas do que as registradas em fevereiro (-1,5%), março (-1,4%), abril (-1,3%) e maio (-1,2%).
Em junho, a produção da indústria cresceu acima do esperado em junho e encerrou o semestre com sinais de recuperação. No entanto, um dos problemas é que a recuperação foi concentrada em alguns setores.
SETORES E REGIÕES
Pelos dados do IBGE, os principais impactos negativo na queda do emprego na comparação com junho de 2012 vieram da região Nordeste (-3,5%) e do Rio Grande do Sul (-2,1%).
Já setorialmente, o emprego recuou em 10 dos 18 ramos pesquisados, com destaque para as pressões negativas vindas de calçados e couro (-5,4%), outros produtos da indústria de transformação (-3,8%), máquinas e equipamentos (-1,7%), vestuário (-1,8%), madeira (-4,4%) e máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-1,6%).
Por outro lado, os principais impactos positivos sobre a média da indústria foram observados nos setores de alimentos e bebidas (1,7%), borracha e plástico (2,5%) e meios de transporte (1,3%).
HORAS EXTRAS
Pelo segundo mês consecutivo, o número de horas pagas (indicador que sinaliza as horas extras contratadas pelas empresas) caiu. De junho para maio, a retração foi de 0,6%, já descontadas as influências sazonais.
O indicador, em geral, antecede futuras contratações. Primeiro os industriais pagam horas extras aos seus funcionários para ocupar a capacidade ociosa de suas linhas de produção. Só após um período maior de recuperação é que eles passam a contratar novos empregados.
Em relação a junho de 2012, o número de horas pagas recuou 0,4%, após assinalar 0,3% em abril e ficar estável em maio (zero).
No acumulado do ano, o índice registra queda de 0,9%. Nos últimos 12 meses até abril, houve retração de 1,4%.
RENDIMENTO
Segundo o IBGE, o valor da folha de pagamento da indústria (indicador do rendimento no setor) recuou 1,4% de maio para junho já sem os efeitos típicos de cada período. Com o resultado, foram revertidos dois meses seguidos de taxas positivas, que acumularam ganho de 1,8%.
Na comparação com junho de 2012, houve alta de 2,3%. No índice acumulado nos seis primeiros meses de 2013, o valor da folha de pagamento avançou 2,7%.
Fonte: Folha SP
Posts relacionados
DF: médicos cubanos desembarcam e falam em ajudar a melhorar saúde
Os médicos cubanos que desembarcaram na madrugada desta quarta-feira em Brasília afirmaram que o objetivo de sua vinda ao Brasil é humanitária, e que pretendem ajudar a melhorar a saúde da população.
Desemprego no Brasil sobe a 6%, maior nível desde abril/2012
Junho foi o sexto mês seguido que não cede, rendimento da população caiu pela quarta vez seguida
Mais de 400 pessoas participam do 2º Encontro de Resseguro
Diversas autoridades discutem temas estratégicos do mercado. IRB e Jorge Hilário são homenageados
Conheça os destaques da economia das cinco regiões do País
A enorme diversidade do Brasil não está presente somente nas tradições, na gastronomia e nas paisagens. A forma como cada uma das cinco regiões se destaca no cenário econômico também apresenta uma variedade de características.
Conta no exterior é opção para quem gasta em outro país
Comprar uma casa no Caribe, um apartamento em Miami ou uma fazenda no Uruguai faz parte do sonho de muita gente. O mesmo vale para os planos de permitir que os filhos passem uma temporada de estudos no exterior. Nos dois casos, abrir uma conta fora do Brasil pode ser uma boa alternativa.
Lucro do BNDES cresce 29,5% em 9 meses, para R$ 7,9 bi
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou lucro líquido de R$ 7,9 bilhões entre janeiro e setembro de 2011, segundo informações divulgadas pela entidade nesta quarta-feira.