Publicado por Redação em Dental - 08/06/2011 às 16:39:17

Ajustes em aparelhos ortodônticos ativam estruturas do cérebro relacionadas à dor

Da Redação, Agência USP

Pesquisa da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP) da USP mostrou a relação entre os ajustes realizados nos aparelhos ortodônticos e as estruturas cerebrais.

Quando o aparelho é apertado pelo dentista, as estruturas nociceptivas - aquelas que captam os sinais de dor - são ativadas mais intensamente. Nos dias que se seguem ao aperto no aparelho, quando a força imposta no ajuste se prolonga, há um aumento gradual da participação de estruturas antinociceptivas, ou seja, aquelas que filtram a dor.

O estudo pode contribuir para estabelecer qual é o momento ideal para a aplicação de analgésicos. No futuro, será possível saber se eles são necessários e quando administrá-los.

Para entender como ocorre o processamento sensorial no cérebro em função da força aplicada, foram colocados aparelhos ortodônticos em ratos e simulada a movimentação feita em humanos. "Quanto maior a movimentação, mais neurônios eram ativados", relatam as professoras Maria José Alves da Rocha e Maria Bernadete Sasso Stuani, pesquisadoras envolvidas no estudo. Esse processo foi realizado de tempo em tempo, de forma a simular os períodos em que o aparelho de um paciente é movimentado.

Para detectar quais neurônios foram ativados nesse processo, foi utilizada uma técnica que possibilita, após o sacrifício dos roedores, a identificação de uma proteína presente no cérebro do animal que marca onde ocorreu a ativação neural. Verificou-se que várias áreas relacionadas à dor estavam ativadas. "Mas não sabemos se existe alguma relação entre o número de neurônios ativados e determinada movimentação do osso", conta Maria José. "Isso ainda não foi possível detectar, mas no futuro talvez haja essa possibilidade."

Dor subjetiva
Segundo Maria Bernadete, o maior desconforto na movimentação ortodôntica acontece nos primeiros dias. A movimentação num adulto tem que ser mais suave, pois "adultos sentem mais dor do que a criança, já que seu osso é mais compacto", explica a professora. "Mas a dor é algo muito subjetivo".

Maria Bernadete lembra que para cada paciente é preciso aplicar uma força específica, pois as arcadas dentárias têm necessidades diferentes de quantidade de força. Esse processo é estabelecido por meio de um amplo estudo radiográfico sobre a estrutura bucal do paciente, a partir do que se estabelece a movimentação que será necessária.

Fonte: odontologika.uol.com.br | 08.06.11


Posts relacionados

Dental, por Redação

Ronco, impotência, sobrepeso; combata com saúde bucal

A idade vai chegando e o homem ganha cada vez mais intimidade com três inimigos: sobrepeso, ronco e impotência. Os três estão relacionados, um pode piorar o outro e a saúde bucal também está ligada a eles.

Dental, por Redação

Maçã ajuda a manter a boa higiene bucal

Não basta ir ao dentista regularmente. É preciso seguir uma dieta equilibrada para manter em dia a saúde bucal. Especialistas nessa área apontam os principais alimentos que ajudam a deixar dentes e gengivas fortes e saudáveis.

Dental, por Redação

Conheça livros que estimulam as crianças a cuidar dos dentes

Janeiro é mês de férias e amanhã é feriado em São Paulo. Para preencher o tempo livre da criançada com diversão que ensina, existem algumas opções de livros sobre saúde bucal.

Dental, por Redação

Envelhecimento da população: como manter a saúde bucal e a qualidade de vida

Manter a qualidade de vida de uma população que está vivendo mais é um desafio. Um grande problema para este grupo é a perda de dentes, que traz prejuízos para a estética e a saúde.

Deixe seu Comentário:

=